Uefa reage à denúncia de Vini Jr e clima esquenta na Champions

A novela envolvendo Vinícius Júnior, Gianluca Prestianni e a Uefa tá só começando e já promete ser um dos grandes temas desta edição de Champions League.

Durante o jogo de ida dos playoffs, Benfica x Real Madrid, em Lisboa, Vini Jr marcou o gol da vitória merengue aos seis minutos do segundo tempo. Na comemoração, dançou em direção à torcida do Benfica, ali perto da bandeirinha de escanteio, e acabou levando cartão amarelo por atitude considerada provocativa pela arbitragem.

Logo depois, veio o estopim: em uma discussão com Gianluca Prestianni, o argentino coloca a camisa do Benfica sobre a boca, fala algo para Vini, e o brasileiro imediatamente corre até o árbitro François Letexier, denunciando uma suposta injúria racial. O juiz aciona o protocolo antirracismo, conversa com os jogadores, mas não aplica cartão nem qualquer punição para o atleta do Benfica, que segue em campo normalmente.

Do lado de fora, o clima também pesou: parte da torcida passou a vaiar Vini Jr até o fim do jogo, e Kylian Mbappé, que saiu em defesa do companheiro, também virou alvo de hostilidade nas arquibancadas.

Depois da partida, a Uefa divulgou um comunicado oficial dizendo que os relatórios da partida estão sendo analisados e que, caso haja reclamação formal, um processo disciplinar será aberto. Se as acusações forem comprovadas, entra em campo o artigo 14 do Código Disciplinar, que prevê suspensão mínima de dez jogos ou sanção equivalente em casos de racismo e ofensas à dignidade humana.

Prestianni foi às redes sociais negar qualquer injúria racista, e o Benfica saiu em defesa do jogador com uma nota oficial. José Mourinho, técnico do time português, adotou postura cautelosa: disse que há “duas versões” da história — a de Vini e a de Gianluca — e que não tomaria partido.

Vini, por sua vez, não poupou palavras: chamou o rival de “covarde” por, segundo ele, ter coberto a boca justamente pra evitar a leitura labial, e criticou a postura do árbitro Letexier, que acionou o protocolo, mas não puniu o adversário.

Desde 2018, quando chegou ao Real Madrid, Vinícius já foi alvo de inúmeros episódios racistas vindos de torcidas, principalmente na Espanha, e virou um dos principais símbolos da luta antirracista no futebol mundial. Mas esta é a primeira vez em que a acusação recai diretamente sobre um jogador dentro de campo em competição europeia.

Agora, todos os holofotes se voltam para o jogo de volta, na próxima quarta-feira, dia 25, às 17h, no Santiago Bernabéu. Além da vaga nas oitavas, tem a pressão em cima da Uefa, a resposta de Vini dentro de campo e um clima de tensão que deve esquentar ainda mais esse confronto entre Real Madrid e Benfica.
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