Você sabia que Xuxa recebia tantas cartas dos fãs que a Globo precisou encontrar uma solução nada convencional para guardar todo esse material?
A história aconteceu em 1987, durante o auge do Xou da Xuxa. A quantidade de correspondências era tão gigantesca que a emissora chegou a alugar um galpão especialmente para armazenar as cartas.
O espaço tinha prateleiras, empilhadeiras e até 12 funcionários dedicados exclusivamente à organização de todo aquele material.
Mas o problema só aumentava.
No fim daquele ano, diante do enorme volume de papel acumulado, surgiu até a sugestão de levar as cartas para outro local e simplesmente queimá-las.
Foi aí que entrou em cena José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.
Ele vetou a ideia de queimar as correspondências e encontrou uma solução diferente: as cartas seriam vendidas por peso para reciclagem.
E tem um detalhe que deixou essa história ainda mais curiosa: o dinheiro arrecadado com a venda do papel foi destinado a uma instituição de caridade escolhida pela própria Xuxa.
Ou seja, toneladas de cartas que representavam o carinho dos fãs pela apresentadora acabaram tendo um destino beneficente.
É difícil imaginar hoje, mas naquela época as cartas eram uma das principais formas de comunicação entre os fãs e seus ídolos.
E no caso da Xuxa, o sucesso era tão grande que a quantidade de correspondências virou praticamente um problema de logística para a televisão.
No fim, o que poderia ter terminado em uma enorme fogueira acabou sendo transformado em reciclagem e solidariedade.
Uma história curiosa dos bastidores da televisão brasileira que mostra o tamanho da febre Xuxa nos anos 80!












