Lucas Pinheiro não conquistou a segunda medalha nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina, mas já entrou para a história do esporte brasileiro. No último sábado, ele ganhou o ouro no slalom gigante, uma medalha inédita para o Brasil na modalidade, superando os principais favoritos e colocando o país no lugar mais alto do pódio, com direito a hino nacional.
Lucas fechou as duas descidas com o tempo total de 2 minutos e 25 segundos, terminando 58 centésimos à frente do segundo colocado, o suíço Marco Odermatt. Nascido em Oslo, na Noruega, ele é filho de mãe brasileira e mudou de nacionalidade no esqui alpino em 2024. Antes, Lucas havia defendido a Noruega, inclusive nas Olimpíadas de Pequim 2022, mas não chegou ao pódio.
Nesta segunda-feira, a expectativa era grande para mais uma disputa por medalhas, agora no slalom. Só que uma queda ainda na primeira descida tirou Lucas da final e encerrou o sonho de sair dos Jogos com dois pódios. A prova foi marcada por muita neve em Bormio e condições difíceis de visibilidade, o que aumentou o nível de risco e levou muitos atletas a não completarem o percurso.
Outro brasileiro, Christian Oliveira, também caiu e não avançou. Quem segue como representante do Brasil na prova é Giovanni Ongaro, que foi o único da delegação verde-amarela a completar as duas descidas do slalom e terminou na 27ª posição — o segundo melhor resultado brasileiro no esqui alpino em Olimpíadas de Inverno, atrás apenas do ouro histórico de Lucas no slalom gigante.
Mesmo com a eliminação de hoje, Lucas deixa um recado claro: o Brasil já pode sonhar alto também nos esportes de neve.

16/02/2026/
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